E nessa conversa toda, um disco se sobressai dos demais que a banda (e todas as suas formações em mais de 40 anos de estrada) já gravou. E trata-se de um álbum gravado ao vivo: "Made in Japan", lançado em dezembro de 1972, ano do auge da Mark 2, nome com o qual a formação composta por Gillan, Ritchie Blackmore (guitarra), Roger Glover (baixo), Jon Lord (teclados) e Ian Paice (bateria) ficou conhecida.
O disco deixa registrado algumas das melhores performances musicais da Mark 2 durante seu melhor momento. Basicamente, temos uma reprodução de quase todas as músicas do disco clássico "Machine Head", sempre com a presença forte de Blackmore, distorcendo sua guitarra Fender Stratocaster como quer, mas sempre com notas muito bem executadas. Jon Lord mostra porque é um dos melhores instrumentistas da história do Rock, enquanto que Glover e Paice fazem seu trabalho de forma competente - Paice mostra toda sua habilidade na bateria em "The Mule", única música do álbum "Fireball" que entrou na lista do álbum ao vivo. E Gillan, ainda em sua juventude, mostra seu poder vocal inconfundível.
Grandes momentos como a explosiva performance vocal de Gillan em "Child in Time", os solos de Blackmore em "Strange Kind of Woman", "Smoke on the Water" e "Highway Star" e o poder de improvisação da banda em "Lazy" e "Space Truckin'" estão registrados em quase 1 hora e 20 minutos de puro Rock N'Roll. Volta e meia, esse disco é considerado como um dos melhores "ao vivo" de todos os tempos nessas listas de Rock que se vê por aí. Na minha opinião, é O MELHOR.
Há uma versão estendida de "Made in Japan" que, além das 7 músicas originais, inclui mais três versões sensacionais de "Blacknight", "Speed King" (ambas de 1970, do excelente álbum "In Rock") e "Lucille", uma cover do clássico de Lionel Ritchie. Mais do que recomendado.
Só pra mostrar do que eu estou escrevendo, ouçam "Highway Star".
Até a próxima!
Boa Tefão! Na próxima quero ler sobre Led Zeppelin.
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